DEFICIÊNCIA VISUAL
 


 

Os Imprescindíveis.

Há homens que lutam por um dia e são bons.
Há outros que lutam por um ano e são melhores.
Há outros, ainda, que lutam por muitos anos e são muito bons.
Há, porém, os que lutam por toda a vida,
Estes são os imprescindíveis.

Bertolt Brecht.



 Escrito por proadvisual às 23h16





GRUPO 6: SUÊNIA, SUSANA, VIVIANE E  VIRGINEA

 

 

QUESTÕES DE INVESTIGAÇÃO

 

1-Qual a importância do sistema Braille para os alunos com deficiência Visual?

 

2- Quais as estratégias de ensino e recursos didáticos para a alfabetização de crianças cegas?

 

3- Quais as novas tecnologias aplicadas no campo da educação para alunos com deficiência visual?

 

4- O que são tecnologias assistivas?

 



 Escrito por proadvisual às 23h15





Deficiência Visual e Tecnologias Assistivas

 

 

     A história da deficiência visual na humanidade é comum a todos os tipos de deficiências. Os conceitos foram evoluindo  conforme as crenças, valores culturais, concepção de homem e transformações sociais que ocorreram nos diferentes momentos históricos.

     As preocupações de cunho educacional em relação às pessoas cegas, surgiram no século XVI, com Girolìnea Cardono – Médico Italiano – que testou a possibilidade de algum aprendizado de leitura através do tato. Peter Pontamos, Fleming (cego) e o padre Lara Terzi escreveram os primeiros livros sobre a educação das pessoas cegas.

    A partir de então, as idéias difundidas vão ganhando força até que no século XVIII, surge em Paris a primeira escola para cegos. Nela Hauy exercita sua invenção – Um sistema de leitura em alto relevo com letras em caracteres comuns.

    No século XIX proliferaram, na Europa e nos Estados Unidos escolas com a mesma proposta educacional. O novo sistema com caracteres e relevo para escrita e leitura de cegos é desenvolvido por Louis Braille e tomado público em 1825 –  o Sistema Braille. Assim , o processo de ensino aprendizagem das pessoas cegas deslancha, possibilitam-lhes maior  participação social.

    O instituto Benjamim Constant foi o primeiro educandário para cegos na América Latina e é a única Instituição Federal de ensino destinada a promover a educação das pessoas cegas e de baixa visão no Brasil.

    Além de ter criado a primeira Imprensa Braille do país (1926), tem-se dedicado a capacitação de recursos humanos, a publicações científicas e a inserção de pessoas deficientes visuais no mercado de trabalho.

    Um grande marco na história da educação de pessoas cegas foi a criação, em 1946, da Fundação para o Livro do Cego no Brasil, hoje denominada Fundação Dorina Nowill para cegos que, com o objetivo original de divulgar livros do Sistema Braille, alargou sua área de atuação, apresentando-se como pioneira na defesa do ensino integrado prestando relevantes serviços na capacitação de recursos humanos e de práticas pedagógicas.

    O desenvolvimento da  criança  cega sofre interferência da perda visual, acarretando dificuldades para a compreensão e organização do meio. Observa-se a necessidade de estimulação permanente, dentro das possibilidades da faixa etária, a fim de que alcance progresso em todas suas potencialidades.

     Crianças com perda visual severa podem apresentar ainda atraso no desenvolvimento global. Isto se deve em grande parte à dificuldade de interação, apreensão, exploração e domínio do meio físico.

     Essas experiências significativas são responsáveis pela decodificação e interpretação do mundo pelas vias sensoriais remanescentes ( táteis, auditivas,olfativas e gustativas ). A falta dessas experiências pode prejudicar a compreensão das relações espaciais, temporais e a aquisição de conceitos necessários ao processo de alfabetização.



 Escrito por proadvisual às 23h14





    De igual relevância são os aspectos de orientação e mobilidade e de relacionamento social. Também não se deve esquecer o desenvolvimento da consciência corporal , coordenando e dissociando movimentos e orientação e espaço.

     O sucesso escolar da criança vai depender de uma série de fatores, independentemente da idade em que comece a freqüentar a escola.

     O professor alfabetizador deve ajudar a criança a lidar com frustrações e motiva-la a investigar, pesquisar, construir novos significados, reforçando sua identidade e constituindo a base da futura aprendizagem.

     Por isso o processo de desenvolvimento e aprendizagem da leitura-escrita deve ter como meta a ação funcional, significativa, vivenciada e construída pela criança, mediante cooperação conjunta professor-aluno - colegas e familiares.

     Cabe ao professor a análise, organização e sistematização de atividades pedagógicas específicas, necessárias ao desenvolvimento integral do aluno, como também propor e adaptar atividades lúdicas, prazerosas e situações de interação, socialização e coletiva com os demais alunos da escola. A criança cega demora muito tempo a entrar no universo do “ler e escrever”. O Sistema Braille não faz parte do dia-a-dia, como um objeto socialmente estabelecido, porque somente os cegos se utilizam dele. A descoberta das propriedades e funções da escrita tornam-se impraticáveis para ela, caso não tenha acesso a essa comunicação alternativa.   Infelizmente as crianças cegas só tomam contato com a escrita e a leitura no período escolar. Esse impedimento, sabe-se , pode trazer prejuízos e atrasos no processo de alfabetização



 Escrito por proadvisual às 23h13





Aprendizagem do Sistema Braille e o

Processo de Alfabetização

 

     Um programa de alfabetização para atender verdadeiramente às necessidades de um aluno com deficiência visual precisa estabelecer conteúdos que venham a prepará-lo para um desempenho satisfatório nas tarefas de ler e escrever.

     Sabe-se que, desde o nascimento até a etapa escolar, a criança com limitação visual pode apresentar atraso em seu desenvolvimento e requer por isso, uma atenção específica.

     Suas descobertas e construções mentais irão depender da forma como será estimulado, levado a conhecer o mundo que o rodeia.

     Eis o desafio do alfabetizador: estimular, orientar, conduzir para autonomia, dar oportunidades, favorecendo o crescimento global da criança.

     Independentemente da postura pedagógica adotada, o alfabetizador de crianças cegas deve compreender que elas podem necessitar de mais tempo para adquirir habilidades sensório- motoras, simbólicas e  pré-operatórias.

     O desenvolvimento e refinamento da percepção tátil e o domínio de habilidades psicomotoras são essenciais para a facilitação do processo de leitura-escrita pelo Sistema Braille.

     A escolha dos processos, dos métodos e técnicas adequados têm de estar presentes nas metas traçadas pelo professor.



 Escrito por proadvisual às 23h10





 

                   O Sistema Braille: Processo de Leitura – Escrita

 

     O sistema Braille é um código universal de leitura tátil e de escrita, usado por pessoas cegas, inventado na França, por Louis Braille, um jovem cego. O ano de 1825 é reconhecido como o marco dessa importante conquista para a educação e a integração das pessoas com deficiência visual na sociedade.

     Antes desse invento histórico, registraram-se inúmeras tentativas em diferentes países, no sentido de encontrar um meio que proporcionasse às pessoas cegas condições de ler e escrever. Dentre essas tentativas, destaca-se o processo de representação dos caracteres comuns com linhas em alto relevo, adaptado pelo francês Valentin Hauy, fundador da primeira escola para cegos no mundo, em 1784, na cidade de Paris, denominada Instituto Real dos Jovens Cegos.

     Foi nessa escola, onde os estudantes cegos tinham acesso apenas à leitura, pelo processo de Valentin  Hauy,que estudou Louis Braille. Até então, não havia recurso que permitisse à pessoa cega comunicar-se pela escrita individual.

     Louis Braille, ainda jovem estudante, tomou conhecimento de uma invenção denominada sonografia ou código militar, desenvolvida por Charles Barbier, oficial do exército francês. O invento tinha como objetivo possibilitar a comunicação noturna entre oficiais nas campanhas de guerra. A significação tátil dos pontos em relevo do invento de Barbier foi a base para a criação do Sistema Braille, aplicável tanto na leitura como na escrita por pessoas cegas e cuja estrutura diverge fundamentalmente do processo que inspirou seu inventor.

     Apesar de algumas resistências mais ou menos prolongadas em outros países da Europa e nos Estados Unidos, o sistema Braille, por sua eficiência e vasta aplicabilidade, se impôs definitivamente como o melhor meio de leitura e de escrita para as pessoas cegas.

     Consta do arranjo de seis pontos em relevo, dispostos em duas colunas de três pontos, configurando um retângulo de seis milímetros de altura por dois milímetros de largura. Os seis pontos formam o que se convencionou chamar “ cela braile”.

      Os chamados “ Símbolos Universais do Sistema Braille”representam não só as letras do alfabeto, mas também os sinais de pontuação, números, musicais e científicas, enfim, tudo o que se utiliza na grafia comum, sendo ainda, de extraordinária universidade; ele pode exprimir as diferentes línguas e escritas da Europa, Ásia e África.

     O Sistema Braille aplicado à matemática também foi proposto por seu inventor na visão editada em 1837. Nessa época, foram apresentados os símbolos fundamentais para algarismos, bem como as convenções para a Aritmética e para a Geometria.

 

 

Recursos Didáticos Aplicados na Educação dos Alunos com Deficiência Visual.

 

    Tornar a aprendizagem significativa e despertar o interesse em aprender são funções básicas dos recursos didáticos. Eles contribuem para que o universo e a escola sejam mais acessíveis a todos.

     Os alunos com deficiência visual possuem grandes possibilidades de desenvolvimento pessoal e intelectual desde que sejam a eles oferecidas oportunidades de aprendizagem que utilizem metodologias e recursos didáticos adequados a sua forma de perceber e sentir o meio em que vivem.

    Promover a concretização de conceitos por meio de vivências no cotidiano e mediante a utilização de recursos didáticos que possam ser percebidos por todos os sentidos do corpo (tátil, sinestésica, auditivo, olfativo, gustativo, e visual) é conduta indispensável para uma educação abrangente, que contemple as diversidades existentes entre os educandos.



 Escrito por proadvisual às 23h08





Materiais Básicos para o Ensino

 

    Para alcançar desempenho eficiente, o aluno com deficiência visual, especialmente o aluno cego, precisa dominar alguns materiais básicos, indispensáveis no processo ensino-aprendizagem. Entre esses materiais, destacam-se:

- reglete de mês;

- punção;

- sorobã;

- máquina de datilografia braile;

- textos transcritos no Sistema Braille.

    Para a educação dos alunos com cegueira é necessário ainda:

_ cubaritmo;

- calculadora sonora;

- material de desenho adaptados (régua, transferidor, esquadro);

- sólidos geométricos;

- fita métrica adaptada;

- jogos adaptados;

- mapa em relevo;

- relógio braile ou sonoro;

- bengala longa;

- bola com guizo;

- tronco humano desmontável;

- máquina de datilografia comum;

- Thermoform;

- Micro computador;

- impressora braile;

- kit dovox;

- braile falado;

-scanner;

- Open Book (sistema de leitura ótica que sintetiza em voz);

- gravador.



 Escrito por proadvisual às 23h04





TECNOLOGIAS ASSISTIVAS

 

 Objetivos da Tecnologia Assistiva

Proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.

Em primeiro lugar, a palavra assistiva não existe, ainda, nos dicionários da língua portuguesa. Mas também a palavra assistive não existe nos dicionários da língua inglesa. Tanto em português como em inglês, trata-se de uma palavra que vai surgindo aos poucos no universo vocabular técnico e/ou popular. É, pois, um fenômeno rotineiro nas línguas vivas. Assistiva (que significa alguma coisa "que assiste, ajuda, auxilia") segue a mesma formação das palavras com o sufixo "tiva", já incorporadas ao léxico português. Apresento algumas dessas palavras e seus respectivos vocábulos na língua inglesa (onde eles também já estão incorporados). Foram escolhidas palavras que se iniciam com a letra a, só para servirem como exemplos.

Tecnologias  Assistivas, também denominada de Adaptativa ou ajuda técnica  são recursos e serviços que visam facilitar o desenvolvimento da atividades da vida diária por pessoas com deficiência. Procuram aumentar capacidades funcionais e, assim, promover à autonomia e a independência de quem as utiliza.  Existem tecnologias assistivas para auxiliar na locomoção, no acesso à informação e na comunicação, no controle do ambiente, e em diversas atividades do cotidiano, como o estudo, o trabalho e o lazer. Infelizmente, o uso de Tecnologias Assistivas no Brasil ainda é restrito, tanto para instrumentos de alta tecnologia, como para os menos sofisticados, os que auxiliam a realização das atividades do dia-a-dia (higiene pessoal, alimentação, vestuário, manuseio de livros, manuseio de telefones, escrita, etc.). Os motivos são os mais variados: falta de conhecimento do público usuário a respeito das tecnologias disponíveis; falta de orientação aos usuários pelos profissionais da área de reabilitação; alto custo; carência de produtos no mercado; falta de financiamento para pesquisa; dentre outros.



 Escrito por proadvisual às 23h01





Tecnologias Assistivas para o Contexto da Interação Humano-Computador

Categorias da Tecnologia Assistiva

A presente classificação faz parte das diretrizes gerais da ADA, porém não é definitiva e pode variar segundo alguns autores.



 Escrito por proadvisual às 22h48





1 - RECURSOS DE ACESSIBILIDADE AO COMPUTADOR

Equipamentos de entrada e saída (síntese de voz, Braille), auxílios alternativos de acesso (ponteiras de cabeça, de luz), teclados modificados ou alternativos, acionadores, softwares especiais (de reconhecimento de voz, etc.), que permitem as pessoas com deficiência a usarem o computador



 Escrito por proadvisual às 22h47





2- AUXILIOS PARA CEGOS OU VISÃO SUB-NORMAL

Auxílios para grupos específicos que inclui lupas e lentes, Braille para equipamentos com síntese de voz, grandes telas de impressão, sistema de TV com aumento para leitura de documentos, publicações etc.



 Escrito por proadvisual às 22h45





3- PROJETOS ARQUITETÔNICOS PARA ACESSIBILIDADE

Adaptações estruturais e reformas na casa e/ou ambiente de trabalho, através de rampas, elevadores, adaptações em banheiros entre outras, que retiram ou reduzem as barreiras físicas, facilitando a locomoção da pessoa com deficiência.

 



 Escrito por proadvisual às 22h42





4 - ADEQUAÇÃO POSTURAL

Adaptações para cadeira de rodas ou outro sistema de sentar visando o conforto e distribuição adequada da pressão na superfície da pele (almofadas especiais, assentos e encostos anatômicos), bem como posicionadores e contentores que propiciam maior estabilidade e postura adequada do corpo através do suporte e posicionamento de tronco/cabeça/membros. 



 Escrito por proadvisual às 22h39





5 - AUXÍLIOS DE MOBILIDADE

Cadeiras de rodas manuais e motorizadas, bases móveis, andadores, scooters de 3 rodas e qualquer outro veículo utilizado na melhoria da mobilidade pessoal.



 Escrito por proadvisual às 22h24





6 - DISPOSITIVOS APONTADORES ALTERNATIVOS

Alternativas ao mouse, que viabilizam o acionamento de elementos de uma interface gráfica e /ou seleção de seu conteúdo. Exemplos deste tipo de dispositivos são os acionadores, para serem utilizados com os olhos (eyegaze systems), com os pés e/ou com as mãos.



 Escrito por proadvisual às 22h22



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